sexta-feira, 15 de março de 2013

MOÇÃO PROPÕE SUBSTITUIÇÃO DE FELICIANO


Moção de Iran sugere substituição de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos
Para Iran, Marco Feliciano não tem o perfil necessário para presidir CDHMO vereador Iran Barbosa (PT) deu entrada, na Câmara Municipal de Aracaju, em Moção de Apelo à Presidência da Câmara Federal e à Liderança do Partido Social Cristão (PSC) daquela Casa Parlamentar possam avaliar e, se possível, adotar as medidas regimentais cabíveis com vistas a proceder à substituição do deputado Marco Feliciano (PSC) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
São atribuídas ao parlamentar do PSC afirmações de caráter discriminatório em relação à África, aos africanos e aos seus descendentes, quando se referiu aos negros, em seu twitter, como “descendentes amaldiçoados de Noé”; e de cunho homofóbico e preconceituoso dirigidas à comunidade LGBT, afirmando que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição”.
Pesam contra Feliciano, ainda, o fato de ser réu por estelionato e por homofobia, em ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação do deputado causou reação nacional de setores e movimentos ligados à luta pelo respeito aos Direitos Humanos e às minorias sociais no Brasil, que não reconhecem no parlamentar do PSC o perfil adequado para presidir uma Comissão com as atribuições que tem a CDHM.
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC, formado pelas igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida, também saiu com nota pública, na qual repudia o processo que levou à escolha do deputado Marco Feliciano para o cargo de presidente da CDHM e conclama para um Congresso Nacional transparente, ético e com “ficha limpa”.
“As reações estão cada vez mais forte a essa indicação do deputado Marco Feliciano. Tenho certeza que, dentro do PSC, tem parlamentares muito mais afinados e identificados com o tema Direitos Humanos e que gerariam muito menos tensão e preocupação. Por isso que dei entrada nesta Moção, porque aposto que há como fazer a substituição, para melhorar a receptividade por parte da população brasileira, e também porque já fiz parte daquela Comissão na Câmara Federal e sei da importância e da relevância que ela tem, e também porque nos traz preocupação a intranquilidade no funcionamento da Comissão, que tem temas importantes para a sociedade a serem debatidos”, justificou Iran Barbosa.
Compromisso do parlamento
O vereador destacou, ainda, que a Moção se respalda no compromisso que o Parlamento Municipal de Aracaju deve ter com o funcionamento autônomo e harmonioso dos poderes e com as causas humanitárias, com a preservação e com o avanço dos Direitos Humanos e das minorias sociais no país.
“Não quero entrar no debate teológico, dogmático de crença religiosa, até porque defendo intransigentemente a liberdade de religião, que é assegurada na Constituição. Mas estou avaliando a situação que se estabelece em um Parlamento, em um Estado que é obrigatoriamente laico, como determina também a nossa Constituição. E entendo que as afirmativas feitas pelo deputado Marco Feliciano gera tipos de preconceitos que não podem ser reforçados por um parlamentar que vai presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias”, enfatizou Iran Barbosa.
“Não podemos ter nenhum tipo de ação, principalmente de agentes públicos, que estimule as práticas de ódio, racismo e homofobia. Isso é inaceitável e deve ser combatido por todos nós sempre”, completou.
Iran colocou, ainda, que não defende a indicação, independente de que partido seja, de quadros que não tenham perfis adequados para ocupar comissões parlamentares temáticas, na Câmara Federal ou em qualquer Casa Parlamentar.
ASSESSORIA PARLAMENTAR

Partidos devem entregar prestação de contas até abril


Os 30 partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral deverão entregar até o próximo dia 30 de abril a prestação de contas relativas ao exercício de 2012. A determinação de entregar o balanço contábil está prevista na Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995 – artigo 32) e também na Constituição Federal (artigo 17, inciso III).
A legislação diz que a Justiça Eleitoral deve exercer a fiscalização sobre a escrituração contábil e a prestação de contas do partido e das despesas de campanha eleitoral. A prestação de contas do diretório nacional do partido deve ser enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já os órgãos estaduais de cada legenda devem enviar aos Tribunais Regionais Eleitorais, e os órgãos municipais devem encaminhar aos juízes eleitorais. As legendas que não prestarem contas terão o repasse das cotas do Fundo Partidário suspenso.
As prestações de contas devem conter: a discriminação dos valores e a destinação dos recursos recebidos do Fundo Partidário; a origem e o valor das contribuições e doações; as despesas de caráter eleitoral, com a especificação e comprovação dos gastos com programas no rádio e televisão, comitês, propaganda, publicações, comícios, e demais atividades de campanha; e a discriminação detalhada das receitas e despesas.
A página do TSE possui uma opção com os modelos de documentos que devem ser preenchidos pelos partidos. Basta clicar na opção “Partidos” e depois em “Contas Partidárias”. Em seguida, deve-se clicar na opção “modelos dos demonstrativos contábeis”, localizado em uma coluna à esquerda da página. Nesse link, os partidos poderão preencher os formulários conforme a exigência da legislação.
Fonte: Ascom TRE/SE com informações do TSE

Anac suspende operações de empresa envolvida em acidente no Pará


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu nessa quinta-feira (14) a autorização para operar da empresa de taxi-aéreo Fretax, contratada para transportar, na última terça-feira (12), nove trabalhadores da Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, no trajeto de Belém (PA) a Monte Dourado, no município de Almeirim, no oeste do estado. A aeronave caiu na noite de terça-feira e os destroços foram encontrados na manhã de dessa quarta. Não houve sobreviventes no acidente, que matou dez pessoas, incluindo o piloto.
A suspensão do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta), que permite as operações aéreas, foi publicada no Diário Oficial da União de hoje e é uma medida cautelar até que sejam verificadas as causas do acidente e as possíveis irregularidades nos registros da empresa, da aeronave e do piloto.
A Anac informou que a empresa não poderia ter realizado o voo sem um copiloto. A agência abriu um processo administrativo sobre essa questão. Caso a Fretax seja responsabilizada, a Anac vai emitir um auto de infração, do qual a empresa terá o direito de recorrer. A Agência Brasil entrou em contato com a Fretax, mas não teve retorno até o momento desta publicação.
Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave de matrícula PT-VAQ decolou em Belém com destino a Monte Dourado. Estima-se que o acidente tenha ocorrido por volta das 20h26 de terça-feira. O Cenipa informou que ainda não é possível apontar fatores que tenham contribuído para o acidente. Uma equipe de investigadores do centro está no local colhendo as informações para iniciar o processo de apuração.
Os nove trabalhadores mortos no acidente eram contratados da Cesbe Engenharia e Empreendimentos, uma das empresas consorciadas para a construção da Hidrelétrica Santo Antônio do Jirau. A Cesbe emitiu nota lamentando o ocorrido e informando às famílias que prestará todo o auxílio necessário.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 14 de março de 2013

Escolas têm até o dia 31 para aderir ao Mais Educação


As 34 mil escolas públicas pré-selecionadas para participar neste ano do programa Mais Educação poderão aderir até 31 de março. A meta do Ministério da Educação (MEC) é que a ampliação da jornada diária escolar para sete horas seja uma realidade em 45 mil escolas até o final de 2013.

As escolas que integram o Mais Educação têm a maioria dos alunos atendida pelo programa Bolsa Família e baixo índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). “O Mais Educação induz as redes municipais e estaduais de educação a ampliar a jornada escolar para dar mais tempo para os conteúdos escolares, além de incluir atividades formadoras no campo das artes, do esporte, da saúde, dos direitos humanos", explica a diretora de currículos e educação integral do MEC, Jaqueline Moll.

O Mais Educação teve início em 2008, com a adesão de 1.380 escolas públicas. Atualmente já está presente em 32 mil unidades de ensino, incluindo quase 10 mil escolas do campo. O programa garante aos estudantes do primeiro ao nono ano de participarem de atividades orientadas no contraturno, além de reforço escolar. A iniciativa tem como base estudos desenvolvidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), utilizando os resultados da Prova Brasil de 2005.



Presidência da República