segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Facebook vai usar novas regras de privacidade e anúncios a partir deste mês


A partir do dia 30 deste mês, o Facebook, maior rede social do mundo, vai passar a adotar novas regras relacionadas à privacidade dos usuários e à oferta de anúncios publicitários. A empresa poderá obter mais informações sobre quem a acessa, a partir de dados coletados por produtos que também são do Facebook, como Instagram e WhatsApp. Até mesmo o nível de bateria do celular e a força do sinal da operadora utilizada serão conhecidos pelo Facebook.

Na página criada  para explicar as novas regras, o Facebook aponta que as mudanças objetivam melhorar a experiência dos usuários com a rede e garantir maior controle por parte deles. Assim, quem visualizar um anúncio poderá saber o porquê de a publicidade ter aparecido na sua página clicando na lateral da própria imagem. O internauta também poderá se negar a receber informações de determinados anunciantes, ação que valerá tanto para o dispositivo que está usando naquele momento quando para os demais, como celulares, tablets e computadores.
A mudança tornará a oferta de produtos e serviços mais personalizada. A principal ferramenta para isso está relacionada à geolocalização. Os check-ins feitos pelos usuários quando estão em ruas, estabelecimentos comerciais e outros locais poderão ser usados para o Facebook mostrar informações de estabelecimentos e amigos próximos. Além disso, a empresa está testando a opção comprar, para que produtos sejam adquiridos na própria rede.

Se, por um lado, as ferramentas podem dar mais comodidade e facilidades aos usuários, por outro, os limites para o uso de dados pessoais e a garantia de privacidade preocupam. “Você pensa que está usando um serviço gratuito, mas você é o produto que eles estão vendendo, pois são as suas informações que estão sendo comercializadas para outras empresas”, diz o coordenador do Intervozes, Pedro Ekman.

O Facebook tem acesso a cerca de 70 informações sobre os usuários, tais como cidade natal, páginas visitadas, visões religiosas e políticas, atividades recentes, metadados de fotos (hora e local em que foram feitas, por exemplo), configurações faciais, número de telefone, endereço de IP, número de cartão de crédito, idade, o que se olha na linha do tempo de outras pessoas, as mensagens trocadas e páginas que visita.

A partir disso, a empresa elabora o perfil da pessoa e pode oferecer a ela produtos, serviços e recursos que podem interessá-la. Por outro lado, ela vende esse pacote de dados para clientes e parceiros. Segundo o Facebook, a operação protege a identidade pessoal. “Somente fornecemos dados aos nossos anunciantes parceiros e clientes depois de removermos seu nome ou outras informações de identificação pessoal ou depois de combiná-las com dados de outras pessoas de maneira que não mais identifiquem você pessoalmente”, divulgou a rede social.

Mesmo que as regras sejam desconhecidas por parte das pessoas que usam a rede, basta utilizá-la para gerar informações. A Declaração de Direitos e Privacidade do Facebook, disponível no site, diz que “quando você publica conteúdos ou informações usando a opção Público, você está permitindo que todos, incluindo pessoas fora do Facebook, acessem e usem essas informações e as associem a você”. Se desejar restringir o acesso aos dados, o usuário deve alterar quem pode ver as suas ações na rede ou desativar todos os aplicativos da plataforma em suas Configurações de Privacidade.

Com o Marco Civil da Internet, contudo, o uso desses dados passou a ter regras. O marco garante a privacidade dos usuários da internet, ao estabelecer que informações pessoais e registros de acesso só poderão ser vendidos se o usuário autorizar expressamente a operação comercial.

“Em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, de dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorra em território nacional, deverão ser obrigatoriamente respeitados a legislação brasileira e os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros”, diz a lei que ficou conhecida como a Constituição da Internet.

Segundo Pedro Ekman, o Marco Civil tornou ilegal o acesso às informações privadas, como as mensagens trocadas diretamente e privadamente entre usuários. “A gente tem que cobrar que os novos termos do Marco Civil sejam de fato executados, que as empresas tenham que informar o que estão fazendo, que não leiam as nossas mensagens privadas e que, ao encerrar a relação com eles, eles excluam todos os dados que foram coletados na rede”. Hoje, mesmo que o usuário opte por sair do Facebook, suas informações ficam armazenadas por tempo indeterminado.

Privacidade total, contudo, não é mais viável, na opinião de Pedro Ekman. “No limite, as pessoas têm que ir para outras redes sociais que não usam e vendem seus dados”, opina ele, que cita como alternativa a rede social Diáspora, plataforma livre que não guarda dados dos usuários. Ele reconhece, contudo, que poucas pessoas conhecem plataformas diferentes. “O problema é esse. A economia de rede faz com que você esteja onde todo mundo está. Eles buscam concentrar a ação das pessoas em uma rede e não em várias”, alerta.

Para quem não imagina mais o cotidiano sem as redes sociais, a dica é conhecer as regras, optar por alterar suas configurações de privacidade e evitar se expor em excesso. É o que diz o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que criou uma página com dicas de segurança. Cuidados com as senhas, uso de criptografia, limpeza do histórico do navegador e atenção na hora de liberar acesso aos dados por aplicativos são algumas das ações que podem ser feitas por um usuário qualquer, mesmo sem conhecimentos aprofundados sobre a rede mundial de computadores.
 Por: - Agência Brasil

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Dilma propõe pacto nacional contra a corrupção


Em seu discurso após tomar posse para o segundo mandato na Presidência da República, Dilma Rousseff disse que vai democratizar o poder, lutando pela reforma política e buscando opiniões do povo. A presidenta disse que democratizar o poder também significa combater a corrupção.
Dilma propôs um pacto nacional contra a corrupção. Segundo ela, seu governo foi o que mais apoiou o combate aos malfeitos, criando leis mais severas e garantindo autonomia à Polícia Federal. Dilma disse que submeterá um pacote de medidas anticorrupção ao Congresso Nacional.
Entre as medidas, destacou a presidenta, estão a modificação da legislação eleitoral para tornar crime a prática de caixa 2 e a alteração da legislação para agilizar o julgamento de processos envolvendo desvios de recursos públicos. Dilma falou ainda sobre a Petrobras, alvo da Operação Lava Jato.  Segundo Dilma Rousseff, é preciso investigar a corrupção na estatal sem enfraquecê-la.
“Temos muitos motivos para preservar e defender a Petrobras de predadores internos e de seus inimigos externos. Vamos apurar tudo de errado que foi feito e fortalecê-la cada vez mais. Devemos saber apurar sem enfraquecer a Petrobras”, declarou a presidenta.
Agência Brasil

“Muito obrigado do fundo do meu coração”, diz Jackson agradecendo ao povo pelo mandato


Com a Assembleia Legislativa de Sergipe completamente lotada, usando uma gravata de Marcelo Déda e sob olhares emocionados de velhos companheiros, como Rosalvo Alexandre e José Carlos Teixeira, tomou posse na manhã deste 1º de janeiro de 2015 o governador Jackson Barreto de Lima. Pouco depois das 10h, teve início o ato presidido pela deputada Angélica Guimarães.
Na solenidade, o governador e o vice-governador prestaram o compromisso constitucional e assinaram termo com as funções assumidas. Após a presidente da Assembleia Legislativa declará-los empossados, houve grande aplauso dos presentes nas galerias. Na solenidade, o primeiro secretário, o deputado Adelson Barreto fez a leitura dos termos de posse nos cargos. Jackson Barreto e Belivaldo Chagas já haviam sido diplomados pelo Tribunal Regional eleitoral no dia 18 de dezembro último.
O governador empossado lembrou, em seu discurso, sua trajetória política nos cargos públicos assumidos em momentos semelhantes ao de hoje, com destaque para o ano de 1985 quando foi, proporcionalmente, o prefeito mais votado no Brasil. Apesar do feito, disse ser uma honra sem igual tomar posse como governador eleito de Sergipe.
“Fiz questão de deter-me sobre os principais cenários políticos em que se deram os atos de posse que tive a honra de protagonizar para que eu pudesse, entre todos eles, entre toda a singularidade política, histórica e cultural que cercaram todos os demais, destacar precisamente este, ao qual compareço, hoje, perante os senhores e senhoras, tomado por uma honra sem igual, para tomar posse no cargo de Governador eleito do Estado de Sergipe.  E devo-lhes dizer que ao lado da alegria e da satisfação que esta posse me concede, há nela significados muito mais singulares, que marcam a minha biografia e a da minha geração de um modo muito profundamente especial”, declarou.
Ao lembrar o seu outro momento de posse no governo, pela precoce passagem do então governador Marcelo Déda, Jackson fez questão de mencionar que ele e Belivaldo usavam naquele ato as gravatas pertencentes à Déda, que lhes foram presenteadas por Eliane Aquino ainda no período da campanha eleitoral. “Diferente da posse em 2013, esta posse, ainda que conserve a saudade e mantenha intacto um semblante de ausência, não se realiza sob a pungência da dor que marcava àquela, quando a vida nos tirou a liderança, a inteligência, a erudição, o talento e grandiosidade de um homem da dimensão que foi Marcelo Déda, um visionário à frente de seu tempo, que o Criador levou para junto de si. Homem, a quem o estado de Sergipe ainda deve solenes homenagens”.
Jackson inicia o mandato embasado no salto econômico e social que Sergipe deu nos último sete anos. Em seu discurso, ele apresentou os índices de crescimento na agricultura, indústria e emprego. As 103 empresas fixadas aqui desde 2007, por exemplo, geraram 12 mil empregos diretos. Este mês, o grupo de cimento Dias Branco anunciou o investimento de R$ 1 bilhão em uma nova fábrica de cimento no município de Santo Amaro.
“O estado que vou continuar a dirigir a partir de hoje é um estado promissor. Entre os estados nordestinos, apresentamos os melhores indicadores sociais e econômicos: temos o maior PIB per capita da região, e a renda média familiar por habitante de Sergipe é também a mais elevada do Nordeste.
Entre 2007 e novembro de 2014, foram criados 125 mil empregos com carteira de trabalho em Sergipe, o melhor resultado de todos os tempos, com distribuição equilibrada entre a capital e o interior do estado. É uma média superior não apenas à brasileira, mas também à nordestina. A nossa agricultura tem se desenvolvido a passos largos, tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar. É o resultado de uma estratégia que vimos realizando ao longo dos últimos anos, de valorização do pequeno produtor e fortalecimento das cadeias produtivas. A cultura do milho se consolidou como a principal atividade agrícola do estado, se destacando em relação a outras também importantes, como a mandioca e o feijão e, principalmente, a cana-de-açúcar e a laranja, tradicionais culturas e alicerces da agricultura sergipana. No alto sertão, consolidou-se uma bacia leiteira que atraiu unidades fabris de beneficiamento de leite e derivados, o que descortinou novas perspectivas de desenvolvimento para a região”.
Homenagens
O governador também fez homenagens especiais aos seus companheiros da velha guarda política de Sergipe, como José Carlos Teixeira e Rosalvo Alexandre, presentes na solenidade. Lembrou que começou a trabalhar, aos 13 anos numa loja de tecidos, e posteriormente como carteiro, o que lhe permitiu conhecer bem as ruas e bairros da capital sergipana. Jackson se emocionou muito ao falar de sua família e dos irmãos que partiram precocemente. Filho de uma professora e um pequeno comerciante, Jackson falou da influência dos pais na sua formação.
“Os senhores e as senhoras estão diante de um Governador que é filho de um bodegueiro, seu Etelvino, e de uma professora, Neuzice Barreto Tudo isso eu devo especialmente a minha mãe, D. Neuzice Barreto. Foi sob inspiração dela que minha família legou a todos os filhos a oportunidade de estudar; foi com ela que eu tive lições inesquecíveis de coragem e atitude. Com ela, também, aprendi a não baixar a cabeça pra ninguém, porque ela me ensinou que uma coisa é humildade e outra, bem diferente, é subserviência. D. Neuzice foi e sempre será minha maior e mais preciosa inspiração. Por isso essa posse também é sua, minha mãe. Essa posse também é de meu pai, seu Etelvino, assim como também a dedico aos meus irmãos que partiram tão precocemente e cujas vidas têm significação tão funda dentro de minha alma”.
A presidente da Assembleia Legislativa, Angélica Guimarães, disse que o ato de posse deve ser entendido como o referendo da vontade popular demonstrada nas urnas. Em um dos últimos atos oficiais da parlamentar na condição de presidente do poder Legislativo do estado, deixou para os empossados a mensagem de esperança a fim de que seja possível transformar adversidades em desafios.
“Neste momento em que um novo governo se instala não cabe outro sentimento se não os votos de uma gestão operosa, com realizações que façam o estado avançar em busca do desenvolvimento econômico e social traduzido em benefício para o nosso povo. Vossas excelências governador e vice-governador como autênticos democratas, homens que viveram o dia a dia deste parlamento, que conhecem e muito bem souberam usar a tribuna desta Casa, sabem que aqui é feita a imagem e semelhança do nosso povo e por isso mesmo torna-se o grande palco para os sentimentos que exaltam da gente sergipana. Governador Jackson Barreto e vice-governador Belivaldo Chagas, não há dificuldade que a força do trabalho e da determinação não possam superar”, disse, encerrando a solenidade de posse na Assembleia.
Participação da população
Cercados pela multidão que acompanhava a solenidade em frente à Assembleia Legislativa, Jackson e Belivaldo seguiram a pé para o Palácio Museu Olímpio Campos, onde passaram a tropa em revista e receberam as honras militares. Na sequência, eles foram ao salão nobre do Palácio Museu Olímpio Campos. Da sacada, Jackson Barreto fez o seu primeiro pronunciamento público após ser empossado.
“Que a gente possa aqui nessa tribuna do Palácio Olímpio Campos, sede do governo do povo sergipano, dizer ao povo que eu e Belivaldo Chagas vamos cumprir aqueles compromissos que assumimos com o povo durante a campanha. Estou aqui para receber o abraço de cada um e as portas do Palácio vão continuar abertas para o povo. Vou aqui dizer muito obrigado do fundo do meu coração”.
Na porta do Palácio Museu, formou-se uma grande fila de populares, lideranças políticas, amigos, familiares e admiradores que fizeram questão de cumprimentar pessoalmente o governador. Por mais de duas horas, Jackson recebeu os abraços e felicitações.
Presenças
Além dos deputados estaduais, estiveram presentes o Procurador Geral de Justiça, José Rony Almeida, o vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado, o Arcebispo de Aracaju, Dom José Lessa, o presidente do Tribunal de Contas de Sergipe, Carlos Pina; o deputado federal João Daniel, Pastor Jonny, Mendonça Prado, secretários de Estado, prefeitos, vereadores além dos comandantes militares do exército, marinha e aeronáutica, familiares e amigos.
Secretaria de Estado da Comunicação Social 
Governo de Sergipe

Alese: presidente tomará posse no TCE até o final do mês


A presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputada estadual Angélica Guimarães (PSC), empossou o governador e o vice, Jackson Barreto (PMDB) e Belivaldo Chagas (PSB), respectivamente, em solenidade realizada nessa quinta-feira,1º, e aproveitou a oportunidade para despedir-se do Poder Legislativo, após o exercício de quatro mandatos ininterruptos.
O mandato da parlamentar se estende até o próximo dia 31, mas antes deste prazo, ela deverá ser empossada no cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), após ter sido eleita, por quase a unanimidade de seus pares.
Ao discursar da Mesa Diretora, durante a solenidade de posse, Angélica destacou o cumprimento da Constituição do Estado de Sergipe e do Regimento Interno da Alese ao empossar o governador e o vice e destacou que “a AL não apenas cumpre o seu dever constitucional, como também, cumpre a determinação e decisão da maioria do povo sergipano ao empossar vossas excelências nos respectivos cargos. Este ato de posses, que celebramos solenemente neste parlamento, sob a chancela legal da ordem jurídica e constitucional, deve ser entendido como o coroamento da manifestação da maioria dos sergipanos no último pleito eleitoral de 2014”.
A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de comunicação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que deixou claro ainda não ter definição da agenda da presidente da Alese quanto a posse no tribunal.
Com informações da Assessoria de Imprensa