quarta-feira, 3 de abril de 2013

João Daniel busca solução para legalizar motos de trabalhador de baixa renda


O deputado estadual João Daniel usou a tribuna para lembrar que está acompanhando o noticiário sobre a apreensão de motos ocorrida no fim de semana no sertão de Sergipe. Segundo o parlamentar, esse problema precisa de solução. “Tenho um projeto de lei que está protocolado desde agosto de 2012 onde apresento propostas para resolver o problema das motos. Todo mundo sabe que maioria das motos foi comprada em campanhas que facilitaram a aquisição desses veículos. Muitos pobres compraram, mas não regularizam”.

O deputado disse que o imposto para legalizar as motos é alto, caro, e lembrou que existem milhares de motos usadas para trabalho que estão ilegais no interior. João Daniel disse que é a favor da fiscalização, mas entende que milhares de motos não podem ser regularizadas. “O governo precisa ser sensível, o governador pode ouvir as reivindicações que é isentar uma parte por faixa social e até criar um crédito para regularizar, ou vamos ter motos rodando sem documentos, blitz e muitas motos apodrecendo nos depósitos do Detran”.

De acordo com João Daniel, o projeto de sua autoria, apresentado na Assembleia, contém três alternativas para regularizar a situação das motos. “Quem está com documentos vencidos quer regularizar, mas não tem dinheiro para isso. Essa moto acaba ficando clandestina. O Estado precisa arrecadar, mas precisa usar formas de regularizar as motos de quem usa a moto como meio de trabalho”.
AGÊNCIA ALESE

Motoristas do transporte intermunicipal paralisam as atividades


Esta quarta-feira (03) começou difícil para os usuários do transporte intermunicipal, quem precisou se deslocar entre os municípios sergipanos foi surpreendido com a paralisação dos motoristas da Coopertalse.
De acordo com a categoria, a greve é motivada por uma série de reivindicações como o reajuste na tarifa que não ocorre há 8 anos, a falta de segurança, a clandestinidade, entre outros.
Os ônibus que trafegavam nesta manhã seguiam vazios para a garagem da empresa responsável pelo transporte intermunicipal. Em consequência os pontos de ônibus ficaram lotados, gerando reclamação entre os passageiros. Para os usuários, a categoria deveria ter informado sobre a paralisação.
Em entrevista a um programa de rádio, a diretoria da Coopertalse informou que 70% da frota foi paralisada e que ainda nesta manhã, uma passeata será realizada na sede do Palácio do Governo.
 com informações atalaia agora

Comissão aprova relatório sobre dívidas dos municípios com INSS com sugestões de prefeitos sergipanos


A Comissão Mista que analisa a Medida Provisória 589/12, que trata das dívidas das prefeituras e Estados junto à Previdência Social, aprovou nesta terça-feira (2), o relatório do senador Romero Jucá (PMDB/RR). Uma série de sugestões feitas pelos prefeitos sergipanos ao presidente da comissão, o deputado federal Márcio Macêdo (PT), foram incorporadas pelo relator. Agora, a MP segue para votação no plenário da Câmara.
“Considero este um dos temas mais importantes que estão em discussão este ano no Congresso, porque é importante que seja cumprido o dever constitucional do pagamento das dividas do INSS pelos Estados, municípios e Distrito Federal, mas é importante que este pagamento seja feito num processo que não estrangule as contas municipais, que são as mais frágeis neste modelo de pacto federativo. Para mim foi uma honra presidir essa comissão, e ao lado do senador Romero Jucá, ter a oportunidade de ajudar a resolver esse problema central no país”, afirmou o parlamentar sergipano.
Dos quatro pontos apresentados pelos prefeitos sergipanos, durante encontro que ocorreu em Sergipe no mês passado, Márcio Macêdo conseguiu negociar a inclusão de todos eles, tanto em conversas com o relator da medida, quanto com representantes do Governo Federal. “A MP como foi concebida é boa, pois resolve este problema que vem se arrastando ao longo dos anos, mas precisava de alguns ajustes e foi isso que fizemos”, ressaltou o deputado.
O primeiro ponto relacionava-se a extensão do prazo de competência para a apuração da dívida. Neste caso, a reivindicação dos prefeitos foi de estender o prazo de outubro para 31 de dezembro de 2012, para dirimir o impacto negativo dos possíveis débitos deixados pelas gestões anteriores. “Na negociação com o Governo Federal conseguimos aprovar um prazo ainda maior: 28 de fevereiro de 2013”, frisou Márcio Macêdo.
O segundo ponto tratava da redução do percentual da média mensal da receita corrente líquida a ser comprometida com o refinanciamento. “Neste caso, conseguimos reduzir o percentual de 2% para 1% da receita ou ainda permitindo que o refinanciamento seja pago em até 240 parcelas, prevalecendo o de menor valor, o que for melhor para o município”, explicou o parlamentar.
A próxima questão apresentada pelos prefeitos dizia respeito ao aumento dos percentuais de redução das multas e dos juros de mora. “O texto original da MP previa uma redução de 60% das multas e de 25% dos juros de mora. Conseguimos aprovar uma redução de 100% das multas e de 50% dos juros”, comemorou Márcio Macêdo.
O último apontamento estabelecido pelos prefeitos sergipanos foi a extensão do prazo para a formalização do pedido de parcelamento. “Inicialmente, a MP previa que este prazo seria até o dia 29 de março de 2013. Pelo texto aprovado hoje, este prazo será até o último dia útil do terceiro mês subsequente ao da publicação da lei”, ressaltou o deputado.
Além de atender todas as reivindicações dos prefeitos, a comissão também aprovou o dispositivo que permite a inclusão de outros débitos que venham a ser apurados posteriormente ao prazo de competência (28 de fevereiro de 2013), que serão incorporados ao parcelamento via aumento do número de prestações, não implicando no aumento do valor das prestações.
Além disso, a MP permitirá que as prefeituras que já tenham optado pelo parcelamento possam repactuar os respectivos débitos segundo as novas regras previstas no substitutivo aprovado nesta terça-feira na comissão mista.
“Foi com muita satisfação que encerramos o trabalho da comissão. Ouvimos as demandas dos prefeitos sergipanos que são também as reivindicações dos prefeitos do restante do país e acredito que o relatório aprovado nesta terça-feira representará a solução para um problema que prejudicava de forma decisiva as contas das prefeituras e impedia o acesso a muitos programas federais”, ressaltou Márcio Macêdo.
Assessoria Parlamentar

terça-feira, 2 de abril de 2013

Declarações de Feliciano foram "infelizes", diz André Moura


O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), disse hoje (2) que a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), a deputada evangélica Antônia Lúcia (PSC-AC), desistiu de renunciar do cargo. Ontem (1°), ela cogitou a renúncia por discordar das declarações feitas pelo presidente do colegiado, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), durante culto evangélico, na última sexta-feira (29), no município de Passos (MG).
"A deputada Antônia Lúcia teve uma conversa conosco hoje pela manhã. Ela ontem deu uma declaração mediante aquilo que foi passado para ela, mas ela conversou com deputado Pastor Marco Feliciano na noite de ontem, conversou conosco hoje, e ela vai ficar na primeira-vice-presidência da comissão", disse Moura depois da reunião de líderes da base.
O líder do PSC considerou as declarações de Feliciano como "infelizes" e avaliou que ele deve se retratar publicamente. "Entendo que são declarações infelizes da parte dele. Acho que agora, cabe a ele fazer um pedido de desculpas oficial e, logicamente, a Mesa Diretora da Casa fará uma análise das consequências da declaração, mesmo porque, apesar de ser num culto evangélico, fez referência a parlamentares que faziam parte da comissão no ano passado e alguns que continuam fazendo parte da comissão neste ano", ponderou Moura.
Na última sexta-feira, depois de ser alvo de protestos antes de um culto para evangélicos, Feliciano disse que antes dele chegar a presidência da CDHM a comissão era "dominado por satanás". Ontem (1º), em sua conta no Twitter, o deputado explicou que não comparou os integrantes da comissão no passado com "satanás", mas que o termo significa, em hebraico, "adversário e acusador".
De acordo com o líder do PSC, a postura de Feliciano tem preocupado o partido. "É uma situação que deixa o partido incomodado, toda a bancada incomodada. As declarações do pastor também nos deixa preocupado. Mas entendo que nesse momento a coisa tomou proporções maiores que fogem da alçada da bancada e da liderança e tem que ser resolvida pela Executiva Nacional do partido e, logicamente, que pela Mesa Diretora da Casa", frisou Moura.
Hoje estava prevista uma reunião do Colégio de Líderes com o pastor Marco Feliciano. O encontro, no entanto, foi adiado para a próxima semana porque o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), por orientação médica, vai passar a semana em repouso em Natal (RN). Na última quinta-feira, ele se submeteu a uma operação de hérnia abdominal, em São Paulo.
Fonte: Agência Brasil