segunda-feira, 18 de março de 2013

Fames reforça importância da renegociação de dívidas


Na semana passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio das resoluções 4.188 e 4.189, autorizou o Banco do Nordeste (BNB) a renegociar dívidas  de produtores rurais atingidos pela seca. A nova medida permite prorrogar parcelas com vencimento entre 1° de janeiro de 2012 e 30 de junho de 2013 para 1° de julho deste ano. O prazo para pagamento é de até cinco anos em caso de perdas superiores a 30% da renda.
Serão beneficiados os produtores rurais de qualquer porte, desde que suas operações de custeio e/ou investimento estivessem adimplentes em 31 de dezembro de 2011, e os empreendimentos localizados em municípios da área de atuação da SUDENE, com situação de emergência ou estado de calamidade pública decretado após 1° de dezembro de 2011, com reconhecimento pelo Governo Federal.
Para as parcelas vencidas no período estabelecido nas Resoluções do CMN, serão dispensados os juros e multas, mantendo-se os encargos financeiros para a situação de normalidade. O prefeito de Monte e Alegre e presidente da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES), Antônio Fernandes Rodrigues (“Tonhão”” – PSC), frisou a importância da iniciativa. “Sabemos de todas as dificuldades e dívidas que muitos produtores têm junto aos bancos. Com certeza, essa renegociação vai ajudá-los a se organizar e quitar seus débitos”, frisa Tonhão.
A seguir, as condições de renegociação para produtores com perda superior a 30% da renda e que comprovem incapacidade de pagamento:
• Custeio da safra 2011/2012 e 2012/2013 – Prorrogar as parcelas para 01/07/2013 ou em até cinco parcelas anuais, com vencimento da primeira prestação em até um ano após formalização da renegociação,
• Custeio de safras anteriores e investimento (exceto BNDES/FINAME) – Em até um ano após o vencimento da última parcela vincenda constante do atual cronograma de reembolso da operação;
• Investimento com recursos da FINAME/BNDES - Incorporação ao saldo devedor e redistribuição nas parcelas vincendas/restantes ou prorrogação para até um ano após o vencimento da última parcela a vencer, constante do atual cronograma de reembolso da operação.
Os produtores deverão procurar sua Agência de relacionamento do BNB para adotar as providências necessárias.
Fonte: BNB

Fonte: T.Dantas

BC: novas regras de serviços bancários


O Banco Central divulgou hoje (18) no Diário Oficial da União, os detalhes das três resoluções aprovadas na última sexta-feira, no Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, para aumentar a transparência das informações na contratação de serviços bancários, de operações de crédito e de câmbio. O objetivo é facilitar a comparação entre as tarifas cobradas por cada instituição financeira. As regras começam a valer a partir de 1º de julho deste ano.

Pela medida, os bancos serão obrigados a criar três novos pacotes padronizados de tarifas para contas de depósito. Os pacotes terão que oferecer um número igual de serviços bancários – fornecimento de cheques, número de saques, extratos e transferências por DOC e TED, entre outros. Assim, o cliente poderá comparar o preço cobrado por cada instituição financeira, o que aumentará a concorrência, segundo o BC.

O banco também terá que deixar claro as condições do pacote que o cliente pretende contratar e as diferenças entre a opção escolhida e os demais. O cliente, no entanto, não será obrigado a aderir a um dos pacotes e, se quiser, pode optar por pagar separadamente por serviços avulsos. A regra deve constar do contrato de abertura da conta.

Nas operações de crédito, o banco deve informar o Custo Efetivo Total (CET), valor total da dívida mais juros, encargos e despesas, antes da contratação do crédito ou do arrendamento financeiro. O CET é o valor total que será pago e inclui, além do montante e dos juros, outras despesas incluídas no empréstimo, como tarifas cobradas pela instituição financeira. O cálculo do CET também deve ser inserido nos contratos, identificando o valor de cada despesa e o porcentual relativo ao valor total.

Para operações de câmbio, deve ser informado o Valor Efetivo Total (VET), que corresponde ao valor da taxa de câmbio, os tributos incidentes, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e a tarifa cobrada. Para essas operações, as regras já estão em vigência.

Da Agência Brasil

sábado, 16 de março de 2013

Dilma virá a Sergipe no dia 26 de março


Em segunda visita ao Estado neste ano, a presidente participará de um encontro estadual de prefeitos; Sergipe será o primeiro Estado a receber o evento, que ocorrerá no Prodigy Beach Resort, na Barra dos Coqueiros.
A presidente Dilma Rousseff (PT) virá a Sergipe no próximo dia 26 de março. Ela realizará um encontro estadual com prefeitos. A ideia é visitar todos os Estados. Sergipe será o primeiro. O evento ocorrerá no Prodigy Beach Resort, na Barra dos Coqueiros.
Esta será a segunda visita da presidente Dilma ao Estado neste ano. Em janeiro, ela participou da inauguração da Ponte Gilberto Amado, que liga Estância a Indiaroba. No mesmo dia, Dilma esteve na Barra dos Coqueiros, onde inaugurou o Parque Eólico de Sergipe.
A informação foi divulgada na coluna “Painel” do jornal Folha de São Paulo. Segundo a nota, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, comunicou ao governador Marcelo Déda (PT) sobre a visita.

sexta-feira, 15 de março de 2013

STJ decide processar João Alves, Victor Mandarino e outros dez envolvidos na Operação Navalha


A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu parcialmente a denúncia do Ministério Público Federal por desvio de dinheiro público investigado pela Operação Navalha. A votação foi unânime.
O empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, vai responder ação penal por corrupção ativa, peculato e formação de quadrilha. Também tornaram-se réus no processo os seguintes denunciados: Flávio Conceição de Oliveira Neto, João Alves Neto, João Alves Filho, José Ivan de Carvalho Paixão, Sérgio Duarte Leite,Victor Fonseca Mandarino, Renato Conde Garcia, Max José Vasconcelos de Andrade, Gilmar de Melo Mendes, Ricardo Magalhães da Silva e Kleber Curvelo Fontes.
Os ministros rejeitaram as denúncias contra cinco acusados: Florêncio Brito Vieira, Gil Jacó Carvalho Santos, Humberto Rios de Oliveira, Mária de Fátima César Palmeira e Roberto Leite.
Confira a seguir informações do G1
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou nesta sexta-feira denúncia do Ministério Público Federal contra 12 dos 17 acusados na Operação Navalha, que investigou em 2007 o envolvimento de agentes públicos e empresários num esquema de desvio de dinheiro público e fraudes em licitações.
Entre os acusados que passarão a ser réus em ação penal está o atual prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), ex-governador de Sergipe, o filho dele, João Alves Neto, o conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe Flávio Conceição de Oliveira Neto, e o presidente da construtora Gautama, Zuleido Veras. A corte especial do STJ, formada pelos 15 ministros mais antigos do tribunal, também decidiram afastar o conselheiro do TC-SE pelo prazo que durar a instrução do processo criminal.
João Alves Filho responderá no processo por corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha. O filho dele foi denunciado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Já o conselheiro do Tribunal de Contas foi acusado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha. Zuleido Veras terá que responder por corrupçaõ ativa, formação de quadrilha e peculato.
Deflagrada em 2007, a Operação Navalha, da Polícia Federal, provocou a queda do então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Posteriormente, a denúncia contra o ex-ministro foi arquivada. De acordo com Ministério Público, uma quadrilha comandada pelo presidente da construtora Gautama cooptava agentes públicos e servidores para se beneficiar de licitações e contratos com ministérios e governos estaduais.
Ao proferir seu voto, a relatora do processo no STJ, ministra Eliana Calmon, afirmou que a Gautama era uma “empresa de papel” que terceirizava todos os serviços de engenharia. “A empresa é pequenininha. E o que é impressionante é que é uma empresa que não tinha sequer engenheiro. Eles terceirizavam todas as obras, toda a parte de engenharia. E ela se espalhou pelo Brasil todo. Era uma empresa de papel. O que se encontrou lá? Papéis, um relacionamento muito bom, muito para lá e para cá”, afirmou a ministra.
Eliana Calmon também afirmou que as escutas telefônicas feitas no decorrer das investigações foram devidamente autorizadas pelas autoridades competentes e são corroboradas por outros meios de prova. Nas sustentações orais, os advogados dos 17 acusados pelo Ministério Público tentaram desqualificar as interceptações.
O advogado Marcelo Leal, que representa Zuleido Veras, João Alves Filho e outros cinco acusados, afirmou que autoridades com prerrogativa de foro no STJ foram interceptados sem autorização do tribunal. “A remessa ao STJ só foi feita cinco meses depois do início das interceptações. Já se sabia da prerrogativa de foro de parte dos investigados”, disse.
No entanto, Eliana Calmon rebateu a declaração dizendo que todas as decisões dos juízes de primeiro grau foram ratificadas por ela quando o inquérito subiu para o Superior Tribunal de Justiça. Os advogados dos acusados também contestaram, nas sustentações orais, relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontou superfaturamentos e desvios em obras da construtora Gautama em Sergipe.
Marcelo Leal afirmou que o TCU apresentou dez pareceres favoráveis às obras executadas pela Gautama em Sergipe e que o relatório da CGU que aponta superfaturamentos não foi elaborado por profissional capacitado. De acordo com o advogado, quem fez o parecer técnico foi uma economista e não alguém com formação em engenharia.
“Houve mais de dez decisões do TCU reconhecendo legalidade e a aplicação de recursos na obra. A CGU fala em 80% de superfaturamento. Se eu acredito na decisão da CGU, os ministros do TCU têm que ser denunciados”, disse.
Eliana Calmon afirmou que a conclusão da CGU foi comprovada por inúmeros documentos colhidos no curso das investigações da Polícia Federal. O voto da relatora foi acompanhado por todos os demais ministros da corte especial.
Desvios
O alvo da investigação que permaneceu no STJ é a execução das obras do Sistema da Adutora do Rio São Francisco. De acordo com as investigações, houve um desvio de quase R$ 180 milhões.
O contrato, no valor de R$ 128 milhões, foi firmado em 2001 entre a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e a construtora Gautama. A Deso é sociedade de economia mista da qual o estado de Sergipe detém 99% do capital.
Parte dos recursos da obra era proveniente de um contrato celebrado com o Ministério da Integração Nacional em 1999. Foram pagos à Gautama R$ 224,6 milhões, em razão de reajustes efetivados no curso da construção.
Relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontou ilegalidades na concorrência pública da obra. Para o órgão de fiscalização, a licitação foi direcionada para que o contrato fosse firmado com a Gautama.
A análise também indicou que desvios e superfaturamentos na obra. Segundo a denúncia, o desvio foi de R$ 178,7 milhões, quase 80% do valor da obra.
ASCOM STJ